- Oi, gatinho. – Ele disse rápido, ao longe. Frank se conteve e agarrou-se a sua pequena mochila, acelerando seus passos, na vaga esperança de que o maior o deixasse de lado, mas foi em vão. – Podemos ficar nisso a noite toda, delicia, não tenho pressa. Aliás... Sua bundinha é muito mais bonita desse ângulo. – Um riso. Sarcástico e malicioso. Era a única coisa que se podia ouvir naquela rua abandonada ao breu. As passadas ficaram cada vez mais rápidas, as batidas de seu coração, descompassadas.
O pequeno perguntava-se o que teria feito pra merecer aquilo, e sua pergunta sem demoras havia de ser respondida.
- É, acho que estou perdendo a paciência. – A voz estava bem mais próxima; o que fez Frank arrepiar da cabeça aos pés. O medo tomava seu corpo, e a única coisa que pensou em fazer naquele momento foi correr. E o fez, o mais rápido que conseguia, mas o misto de terror e uma pequena dose de falta de coordenação fizeram seu corpo ir ao chão em questão de segundos. Tempo o bastante pra uma aproximação do homem que o seguira.
- Vai ver o destino nos quer juntos, já está até de quatro pra mim, Boneca.- Novamente uma risada, esta porém curta, tendo agora na face do maior uma expressão maníaca, enquanto suas mãos agarravam fortemente os braços do pequeno e o erguiam rente a seu corpo, tocando suas nádegas com seu membro já rígido. – Temos muito que conversar huh.
-N-não... Por favor, não. – Uma lágrima. A voz baixa e tristonha do pequeno mal podia ser ouvida e aquilo alimentava toda a sede que o maior tinha em tocar seu corpo, que aparentava tanta fragilidade. Seus braços já estavam visivelmente avermelhados e seu rosto aos poucos encharcava com as salgadas lágrimas, não havia como se libertar. Estava entregue ao homem que agora se deliciava ao se esfregar em seu corpo estático.
- Shh... Não tenha medo. – Disse em tom doce, junto à orelha do pequeno. – Não prometo que ira gostar, mas ao menos estará vivo no fim. – Foram as últimas palavras do maior antes de lançar o corpo de Frank violentamente contra o muro logo à sua frente.
O menor fora ouvido em um ruído contido, cambaleou um pouco até notar em seu rosto algo escorrer. Ao tocar o líquido espesso – sangue -, desespero fora sentido junto ao tom de sua voz. Seus olhos imediatamente foram lançados ao maior, que forjava uma expressão surpresa à sua frente.
- Pobre menino, como diabos isso foi acontecer? Tsc. – Tomou o rosto de Frank em sua mão e expôs sua língua, tomando nesta um pouco do sangue que escorrera, o provando com prazer indescritível, o que fez aumentar o medo que já tomava conta do garoto.
A calçada estava extremamente úmida. O vento frio tornava toda a cena ainda mais amedrontadora. Típica cena de filme de terror, dos mais chulos, pensava Frank. Olhou para os lados, procurando alguma espécie de escape, mas viu-se perdido em um beco desconhecido e escuro bastante a ocultar qualquer feixe de luz, acabando com a pouca esperança que ainda restara. Fixou os olhos nos castanhos do maior notando frieza. Por sua mente corriam centenas de pensamentos que explicariam tal crueldade, mas nada era o suficiente, nada aos pés da visão de puro medo.
- Me deixa ir... – Choramingou, e ousadamente segurou os braços do homem e tentou empurrá-lo, usando seu corpo como ajuda, se debatendo. Ele riu. Apenas isso. Por alguns instantes deixou o pequeno se pressionar contra si e o soltou.
Frank estranhou a repentina mudança, mas não se importou. Deslizou o corpo pela parede e correu em direção ao nada. Arfava e chorava, sabia que ainda corria perigo, mas preocupou-se somente em fugir dali.
Brian esperou um pouco, contando em seus dedos até cinco. – Lá vou eu. – Disse em tom mais alto, antes de começar suas passadas rápidas em direção ao pequeno. Viu-se distanciando aos poucos e irritou-se com a repentina agilidade de quem mal ficava de pé instantes atrás. Então correu. E sem dificuldade alguma alcançou o garoto que se viu perdido novamente. – Peguei. – Sussurrou, pondo um de seus pés à frente dos desajeitados do garoto, que foi de encontro ao chão.
Gritou com todas as suas forças, pediu por socorro, tentou se arrastar em meio às poças d’água, mas de nada adiantou. O maior agarrou seus fios de cabelo e forçosamente fez com que se erguesse, ficando de joelhos a sua frente. Assustou-se quando viu que habilmente ele desfazia-se do seu cinto e abria sua calça expondo sem demoras seu membro já rígido.
Balançou a cabeça em negação e virou a face para o lado, desviando-a da ereção a sua frente. O maior tomou como um insulto e sem pensar desceu a mão pesadamente contra o rosto do pequeno, em um tapa sonoro e forte, que o fez por mais uma vez ir de encontro ao chão. Tinha agora um gosto metálico do sangue em seus lábios, sem ao menos conseguir identificar de onde o mesmo vinha, devido à dor que o tomara em tal instante. Sentiu seus fios serem brutalmente puxados e seu corpo ser posto contra a parede, ao mesmo que a ereção do maior agora adentrava seus lábios, abafando seus gritos e choramingos.
- Hmn, que gostoso, pequeno. Me chupa, vai... – O tom de sua voz era de puro deboche. Mas gemidos podiam ser ouvidos a cada vez que seu quadril era jogado na direção do rosto do garoto que estapeava e socava com força extrema as coxas do homem, que simplesmente adorava suas reações.
Conseguira por instantes se afastar e tomou fôlego, tossindo pela constante ânsia, cuspindo repetidamente o líquido viscoso que agora tomava sua boca. Cobriu os dentes com seus lábios e os pressionou, se encolhendo como pudera junto à parede.
Mal teve tempo para pensar. Sentiu os olhos revirarem e o fôlego dissipar ao encontro do joelho do maior em sua lateral, por vezes seguidas. Dor e silêncio. Isso não agradava o homem que agora o tomava pelos braços e o batia contra a parede sem piedade. Estava entre a cruz e a espada, pressionado a gélida estrutura que facilitava os movimentos do quadril do maior por suas nádegas.
- Pra quem estava se negando, tem uma boca deliciosa, agora vamos ver o resto, gracinha. – Expôs a sua língua e percorreu todo o pescoço do pequeno, como possível. Segurou com dureza o cós da calça do menor e a puxou, sem ao menos abri-la, fazendo-a arrastar pelo frágil corpo a sua frente, dolorosamente, juntamente de sua peça íntima.
A cada vez que Frank se debatia e tentava se libertar, tinha seu rosto em choque com a parede. Estava prestes a perder a consciência, segurava-se para não pôr pra fora toda sensação desagradável que inundava seu corpo e não fazia questão de esconder suas expressões de puro nojo ao sentir as mãos do homem percorrerem seu corpo agora semi-nu.
Elevou seus braços acima da cabeça, apenas com uma das mãos, o prendendo. Um grito. A pior dor de todas agora fazia o pequeno se contorcer e chorar a frente do homem que o penetrava sem dó, a seco em seu corpo contraído. Agarrou-lhe a cintura e passou a puxá-lo vezes seguidas a sua ereção latente que entrava em seu corpo trazendo consigo cada vez mais gritos e lamúrias. Era a melhor sensação do mundo pra ele. Satisfazia-se com o pobre garoto que gemia choroso.
Impôs um ritmo violento as investidas que já faziam Frank perder as forças, suas pernas tremiam e bambeavam. Xingamentos, do mais baixo calão ecoavam por aquele beco. Abocanhava o ombro do pequeno que já tinha um tom roxo em sua pele morena, agora tomada por mordidas e chupões.
Riu gostosamente ao perceber que do frágil corpo escorria sangue, deliciou-se com a lubrificação causada pelo ferimento em sua abertura, facilitando o deslizar de sua ereção rígida para dentro do corpo do garoto, em um vai-e-vem constante. Não se preocupava nem um pouco com a força de seus movimentos, que para Frank eram algo insuportável. Sentiu próximo o orgasmo, então soltou as mãos do pequeno, que de imediato teve o corpo a escorregar em direção ao chão.
- Já de quatro pra mim? Não achei que cederia tão fácilmente. – Disse irônico, ajoelhando-se logo atrás do corpo fraco a sua frente. Frank perdera as forças que tinha para gritar, optou apenas por fechar os olhos e esperar. E não seria muito.
As mãos do homem agarraram suas nádegas e as estapearam com força, até criarem uma tonalidade vermelho vivo. Olhava para aquilo com prazer, voltando-se contra o corpo do garoto de uma vez, adentrando seu membro até o fim. O tom da voz do garoto foi diminuindo até seu pequeno choro tornar-se quase inaudível. Criou um ritmo rápido e doloroso as investidas já facilitadas por seu pré-gozo. Um gemido, alguns impulsos a mais com seu quadril e teria obtido seu ápice, longo e gostoso, pensava o mesmo. Uma das melhores, se não a melhor sensação do mundo, ter todo seu líquido agora à escorrer por entre as pernas do menor.
Frank já não tinha forças pra se movimentar, o que tornou a cena ainda mais divertida pra Brian, que já se levantara e puxara suas peças de roupa, as ajeitando preguiçosamente enquanto encarava a bela visão à sua frente.
- Tsc... Foi divertido, Princesa. – Se inclinou na direção do garoto ainda deitado no chão, com o rosto coberto por um misto de lágrimas e sangue. Afastou alguns dos longos fios de cabelo da sua doce face e lhe plantou um breve beijo nos lábios. – Até a próxima.
Fim.

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