- Frank... – Uma voz doce me chamava de um jeito desesperador. Meus olhos se encontravam focados em um ponto branco ao fundo. Ele sorria pra mim, era convidativo. Eu queria tocá-lo, ele me parecia tão quente e eu sentia tanto frio.
- Por favor, Frank, fale comigo. – Pude perceber que alguém me sacudia, mas eu não sentia seus dedos em meu corpo, eu se quer preocupava-me em saber quem era, porque ele estava ali, ele me queria. E a cada segundo ele estava mais perto, ele iria me tocar, ele me levaria dessa vez. Seus olhos tão negros e profundos, ele sorria com os olhos, em uma espécie de diálogo silencioso.
- Não me deixa, por favor, não dessa vez – Descobri enfim, uma das vozes tão doces era a da minha mãe. Maldita seja, ela o fez se afastar. Ele estava recuando, seus olhos perderam todo o brilho, ele não me queria mais, ele estava atendendo ao pedido da minha mãe e me deixando para trás.
Escuridão foi tudo que sucedeu aquele momento tão mágico. Será que é verdade quando dizem que suicídio leva direto ao inferno? Então porque ele estava ali pra me receber? Por que sua luz me chamava? Por que ele estava comigo todas às vezes?
Eu nunca pude saber, ele nunca chegou perto o bastante pra me dizer.
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro,noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, Tremulamente construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos.
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A foto é bem uma interna, nem ligue. Quem sabe, sabe.
"Bom... Eu raramente tenho algum motivo específico pra tentar escrever algo, mas enfim, eu posso tentar. Creio que tenha inspiração suficiente para isso. Acho que nunca escrevi algo muito concreto pra ti, meus dias andam sendo corridos... Até queria ter te conhecido em épocas mais calmas, você entende? Poderíamos aproveitar muito mais. De qualquer forma, eu sou muito grato pelo tempo que me é proporcionado ao seu lado, mesmo que às vezes, surja alguma briga por motivo fútil, é coisa de casal. Eu amo você de tantas formas. E nunca me decepcionou; mesmo se em alguma vez acabou se alterando comigo, o seu jeito me faz bem. O modo como fala comigo, como me compreende, e até mesmo, as crises breves quando o deixo sozinho, mesmo que por alguns minutos. Gostaria de ser suficiente pra você, mas sei que isso é muito, não sou tanto assim. Apesar de não parecer, eu faço tudo por ti, mesmo. Quero a cada dia ser... Um "quase-namorado" melhor, que as coisas se encaixem o mais depressa possível pra nós dois, em todos os sentidos. Amo você na cama, amo você à mesa, ao meu lado no sofá, de qualquer modo... Até mesmo quando existe somente uma conversa, sei lá, eu sou seguro ao seu lado. Tudo desmorona pra mim se não te percebo próximo, me querendo e me amando, assim como sinto o mesmo por ti. Antes eu tinha pretensões de ir embora, pensei que pra mim, já tinha dado o que deveria, mas me enganei. E me enganei feio. Tudo o que eu esperava, queria, estava ao alcance dos meus olhos e do meu corpo. Eu amo você, ninguém muda isso."
"Amor...Sei que não sou uma pessoa perfeita, eu tenho meus defeitos como qualquer ser humano normal. Existem coisas que me arrependo de ter feito, aprendi que coisas bobas podem ferir as pessoas e eu sei que você esta chateado comigo. Eu não consegui dormir direito, passei o dia todo pensando em você e percebi que eu não te amo como você me ama e nem como eu queria te amar. Por que o amor que sinto por você já passou dos limites, eu te amo de uma forma inexplicável e eu me pego cada segundo do dia pensando em você, lembrando dos momentos que estou ao seu lado. Nenhuma das vezes em que disse “Eu te amo” foi mentira...e sim a maior verdade é que você foi a primeira pessoa que amei de verdade. O motivo da minha existência nesse mundo e a razão pelo qual eu largaria tudo só pra ficar ao seu lado o resto de minha vida. Ah! Eu sei que to sendo muito meloso e que esse não é o meu normal por que eu sou o cara que não consegue ser romântico, mas eu queria lhe dizer o quanto você significa pra mim e o quanto eu preciso de você ao meu lado por que sem você eu sou simplesmente nada, você realmente me completa, minha alma gêmea, a tampa da minha panela *rindo*. Eu realmente quero ficar com você, e que nosso amor seja sincero e puro (A)! Prometo-lhe ser único e inteiramente seu, para o seu deleite (666). Eu Te Amo e isso é pra sempre!!" _____________________________________
- Oi, gatinho. – Ele disse rápido, ao longe. Frank se conteve e agarrou-se a sua pequena mochila, acelerando seus passos, na vaga esperança de que o maior o deixasse de lado, mas foi em vão. – Podemos ficar nisso a noite toda, delicia, não tenho pressa. Aliás... Sua bundinha é muito mais bonita desse ângulo. – Um riso. Sarcástico e malicioso. Era a única coisa que se podia ouvir naquela rua abandonada ao breu. As passadas ficaram cada vez mais rápidas, as batidas de seu coração, descompassadas.
O pequeno perguntava-se o que teria feito pra merecer aquilo, e sua pergunta sem demoras havia de ser respondida.
- É, acho que estou perdendo a paciência. – A voz estava bem mais próxima; o que fez Frank arrepiar da cabeça aos pés. O medo tomava seu corpo, e a única coisa que pensou em fazer naquele momento foi correr. E o fez, o mais rápido que conseguia, mas o misto de terror e uma pequena dose de falta de coordenação fizeram seu corpo ir ao chão em questão de segundos. Tempo o bastante pra uma aproximação do homem que o seguira.
- Vai ver o destino nos quer juntos, já está até de quatro pra mim, Boneca.- Novamente uma risada, esta porém curta, tendo agora na face do maior uma expressão maníaca, enquanto suas mãos agarravam fortemente os braços do pequeno e o erguiam rente a seu corpo, tocando suas nádegas com seu membro já rígido. – Temos muito que conversar huh.
-N-não... Por favor, não. – Uma lágrima. A voz baixa e tristonha do pequeno mal podia ser ouvida e aquilo alimentava toda a sede que o maior tinha em tocar seu corpo, que aparentava tanta fragilidade. Seus braços já estavam visivelmente avermelhados e seu rosto aos poucos encharcava com as salgadas lágrimas, não havia como se libertar. Estava entregue ao homem que agora se deliciava ao se esfregar em seu corpo estático.
- Shh... Não tenha medo. – Disse em tom doce, junto à orelha do pequeno. – Não prometo que ira gostar, mas ao menos estará vivo no fim. – Foram as últimas palavras do maior antes de lançar o corpo de Frank violentamente contra o muro logo à sua frente.
O menor fora ouvido em um ruído contido, cambaleou um pouco até notar em seu rosto algo escorrer. Ao tocar o líquido espesso – sangue -, desespero fora sentido junto ao tom de sua voz. Seus olhos imediatamente foram lançados ao maior, que forjava uma expressão surpresa à sua frente.
- Pobre menino, como diabos isso foi acontecer? Tsc. – Tomou o rosto de Frank em sua mão e expôs sua língua, tomando nesta um pouco do sangue que escorrera, o provando com prazer indescritível, o que fez aumentar o medo que já tomava conta do garoto.
A calçada estava extremamente úmida. O vento frio tornava toda a cena ainda mais amedrontadora. Típica cena de filme de terror, dos mais chulos, pensava Frank. Olhou para os lados, procurando alguma espécie de escape, mas viu-se perdido em um beco desconhecido e escuro bastante a ocultar qualquer feixe de luz, acabando com a pouca esperança que ainda restara. Fixou os olhos nos castanhos do maior notando frieza. Por sua mente corriam centenas de pensamentos que explicariam tal crueldade, mas nada era o suficiente, nada aos pés da visão de puro medo.
- Me deixa ir... – Choramingou, e ousadamente segurou os braços do homem e tentou empurrá-lo, usando seu corpo como ajuda, se debatendo. Ele riu. Apenas isso. Por alguns instantes deixou o pequeno se pressionar contra si e o soltou.
Frank estranhou a repentina mudança, mas não se importou. Deslizou o corpo pela parede e correu em direção ao nada. Arfava e chorava, sabia que ainda corria perigo, mas preocupou-se somente em fugir dali.
Brian esperou um pouco, contando em seus dedos até cinco. – Lá vou eu. – Disse em tom mais alto, antes de começar suas passadas rápidas em direção ao pequeno. Viu-se distanciando aos poucos e irritou-se com a repentina agilidade de quem mal ficava de pé instantes atrás. Então correu. E sem dificuldade alguma alcançou o garoto que se viu perdido novamente. – Peguei. – Sussurrou, pondo um de seus pés à frente dos desajeitados do garoto, que foi de encontro ao chão.
Gritou com todas as suas forças, pediu por socorro, tentou se arrastar em meio às poças d’água, mas de nada adiantou. O maior agarrou seus fios de cabelo e forçosamente fez com que se erguesse, ficando de joelhos a sua frente. Assustou-se quando viu que habilmente ele desfazia-se do seu cinto e abria sua calça expondo sem demoras seu membro já rígido.
Balançou a cabeça em negação e virou a face para o lado, desviando-a da ereção a sua frente. O maior tomou como um insulto e sem pensar desceu a mão pesadamente contra o rosto do pequeno, em um tapa sonoro e forte, que o fez por mais uma vez ir de encontro ao chão. Tinha agora um gosto metálico do sangue em seus lábios, sem ao menos conseguir identificar de onde o mesmo vinha, devido à dor que o tomara em tal instante. Sentiu seus fios serem brutalmente puxados e seu corpo ser posto contra a parede, ao mesmo que a ereção do maior agora adentrava seus lábios, abafando seus gritos e choramingos.
- Hmn, que gostoso, pequeno. Me chupa, vai... – O tom de sua voz era de puro deboche. Mas gemidos podiam ser ouvidos a cada vez que seu quadril era jogado na direção do rosto do garoto que estapeava e socava com força extrema as coxas do homem, que simplesmente adorava suas reações.
Conseguira por instantes se afastar e tomou fôlego, tossindo pela constante ânsia, cuspindo repetidamente o líquido viscoso que agora tomava sua boca. Cobriu os dentes com seus lábios e os pressionou, se encolhendo como pudera junto à parede.
Mal teve tempo para pensar. Sentiu os olhos revirarem e o fôlego dissipar ao encontro do joelho do maior em sua lateral, por vezes seguidas. Dor e silêncio. Isso não agradava o homem que agora o tomava pelos braços e o batia contra a parede sem piedade. Estava entre a cruz e a espada, pressionado a gélida estrutura que facilitava os movimentos do quadril do maior por suas nádegas.
- Pra quem estava se negando, tem uma boca deliciosa, agora vamos ver o resto, gracinha. – Expôs a sua língua e percorreu todo o pescoço do pequeno, como possível. Segurou com dureza o cós da calça do menor e a puxou, sem ao menos abri-la, fazendo-a arrastar pelo frágil corpo a sua frente, dolorosamente, juntamente de sua peça íntima.
A cada vez que Frank se debatia e tentava se libertar, tinha seu rosto em choque com a parede. Estava prestes a perder a consciência, segurava-se para não pôr pra fora toda sensação desagradável que inundava seu corpo e não fazia questão de esconder suas expressões de puro nojo ao sentir as mãos do homem percorrerem seu corpo agora semi-nu.
Elevou seus braços acima da cabeça, apenas com uma das mãos, o prendendo. Um grito. A pior dor de todas agora fazia o pequeno se contorcer e chorar a frente do homem que o penetrava sem dó, a seco em seu corpo contraído. Agarrou-lhe a cintura e passou a puxá-lo vezes seguidas a sua ereção latente que entrava em seu corpo trazendo consigo cada vez mais gritos e lamúrias. Era a melhor sensação do mundo pra ele. Satisfazia-se com o pobre garoto que gemia choroso.
Impôs um ritmo violento as investidas que já faziam Frank perder as forças, suas pernas tremiam e bambeavam. Xingamentos, do mais baixo calão ecoavam por aquele beco. Abocanhava o ombro do pequeno que já tinha um tom roxo em sua pele morena, agora tomada por mordidas e chupões.
Riu gostosamente ao perceber que do frágil corpo escorria sangue, deliciou-se com a lubrificação causada pelo ferimento em sua abertura, facilitando o deslizar de sua ereção rígida para dentro do corpo do garoto, em um vai-e-vem constante. Não se preocupava nem um pouco com a força de seus movimentos, que para Frank eram algo insuportável. Sentiu próximo o orgasmo, então soltou as mãos do pequeno, que de imediato teve o corpo a escorregar em direção ao chão.
- Já de quatro pra mim? Não achei que cederia tão fácilmente. – Disse irônico, ajoelhando-se logo atrás do corpo fraco a sua frente. Frank perdera as forças que tinha para gritar, optou apenas por fechar os olhos e esperar. E não seria muito.
As mãos do homem agarraram suas nádegas e as estapearam com força, até criarem uma tonalidade vermelho vivo. Olhava para aquilo com prazer, voltando-se contra o corpo do garoto de uma vez, adentrando seu membro até o fim. O tom da voz do garoto foi diminuindo até seu pequeno choro tornar-se quase inaudível. Criou um ritmo rápido e doloroso as investidas já facilitadas por seu pré-gozo. Um gemido, alguns impulsos a mais com seu quadril e teria obtido seu ápice, longo e gostoso, pensava o mesmo. Uma das melhores, se não a melhor sensação do mundo, ter todo seu líquido agora à escorrer por entre as pernas do menor.
Frank já não tinha forças pra se movimentar, o que tornou a cena ainda mais divertida pra Brian, que já se levantara e puxara suas peças de roupa, as ajeitando preguiçosamente enquanto encarava a bela visão à sua frente.
- Tsc... Foi divertido, Princesa. – Se inclinou na direção do garoto ainda deitado no chão, com o rosto coberto por um misto de lágrimas e sangue. Afastou alguns dos longos fios de cabelo da sua doce face e lhe plantou um breve beijo nos lábios. – Até a próxima.
Aquela poderia ser mais uma tarde qualquer, mas ele tinha um sorriso tão gostoso na face. Confesso não ser nada comum vê-lo se contorcer e gargalhar como uma criança, era sempre tão sério. Tirou o dia para me contar piadas, fazer cócegas. Quando começamos a namorar eu sabia que ter um quintal gramado serviria de algo. E lá estava ele, me fazendo correr por entre as roseiras até cair no chão, sentindo seu corpo ser jogado sobre o meu, ele não era nada leve, mas isso não importa. Seus beijos eram doces, seus carinhos inocentes, devem ter se passado anos desde ultima vez que nos divertimos juntos, mas tudo nessa vida tem uma explicação. Ele se levantou, entre risos pouco mais baixos, ajeitou a roupa que vestia, coberta com pequenas folhas verdes, que ele teimava em tirar, uma a uma. Sorriu mais uma vez, ele estava contra o vento, isso fez com que seu cabelo cobrisse a face, mal dando pra ver seus dentes fininhos por entre os lábios. Estendeu-me a mão e eu a segurei, me levantando, sem me importar com minhas vestes.A tarde já estava no fim. O sol se punha no horizonte, era uma visão perfeita. Havia uma arvore em nosso quintal, sempre sentávamos alí no inicio da noite, sem dizer uma palavra, observávamos a lua subir ao céu, e aquele dia não foi diferente. Sentei-me e repousei as costas no tronco da árvore e sem demoras, ele se ajeitou por entre minhas pernas e encostou-se a mim, deitando a cabeça em meu ombro. Não resisti, o abracei, com toda força que misteriosamente existia em meu pequeno corpo, pude ouvir risos de reclamação, mas ele não me impediu. Uma lágrima rolou de meus olhos, tendo fim na bochecha dele. Me Olhou. E me olhou por um bom tempo. Selou nossos lábios e sussurrou contra eles:- Estou pronto, Frankie. - Agora seus olhos estavam fechados. Ele me passava tanta calma.Soltei um de meus braços de seu corpo, encaminhando a mão ao fim do tronco da árvore, escondida por entre as raízes e grama úmida, tirando dali uma pequena adaga, dada por ele mesmo meses anteriores. Aquele era seu desejo, ele me pediu com tanto carinho, tanta vontade. Já havia negado muitas coisas, mas essa ele não deixou que eu dissesse um ''Não''.Meu peito doía. Meu coração gritava pra se libertar, mas ele não deixava, se pressionava a mim com tanta força e sorria, sempre. Até mesmo quando finalmente cravei a adaga em seu peito, pude sentir sua ponta bater em meu abdômen. Não consegui conter as lágrimas que agora encharcavam meu rosto. A dor fazia com que ele se contorcesse a minha frente. Mas ele não chorava, ele não reclamava, ele não dizia uma palavra, apenas me abraçava. Era incontável o número de 'eu te amo' por mim ali dito, ele sorria a cada um deles. A grama verde tornara-se vermelha naquele momento. Sentia meu corpo lavado pelo seu sangue, minhas mãos, minhas vestes, minha alma. Mas era o desejo dele, meu amor. Pude ver uma pequena gota de sangue escorrer pelo canto de sua boca. Limpei-a com meu indicador e o beijei, por uma ultima vez. Um beijo breve em questão de tempo, porem eterno contando nossos sentimentos. Pude ler seus lábios quando um sussurro foi deixado, antes que seu ultimo sopro de vida fosse dado. Suas mãos largaram meu corpo e seu coração agora não mais batia. Agora ele estava realmente feliz. Acariciei sua face, que ainda guardava um belo sorriso, não pude fazer mais nada além de retribui-lo. Minha criança agora dormiria em paz e eu poderia seguir levando comigo suas ultimas palavras: Eu te amo.
Eu teria dito algo quando o vi virar-se de costas em direção a porta, mas seu olhar era de pura tristeza e seu pranto me deixou chocado, aquele era o homem que eu havia conhecido há alguns anos? Mais magro, mais abatido, voltara a ter cabelos cumpridos. Deixou-se abater pela ausência, minha ausência. Nunca foi minha intenção magoa-lo, muito menos deixá-lo para trás, foi algo que fiz sem saber.
Aos poucos os sorrisos foram desaparecendo, as risadas diárias ficando cada vez mais raras, os carinhos, olhares, ou até uma simples conversa, tudo se tornou escasso, aconteceu o que eu mais temia, agora éramos apenas dois estranhos.
Não tive coragem de falar sobre isso, mesmo sabendo que incomodava ambos. Deixei que ele o fizesse. Pra que? Seu desabafo foi pior do que qualquer dor física. Sabe o quão ruim é ouvir a pessoa que você ama e passou boa parte da sua vida ouvir dizer que você não tem coração? Que não sabe amar, que não sabe dar valor?
As lágrimas dele vinham junto a cada tom mais alto de sua voz, um grito de desespero por coisas que estavam engasgadas há tanto tempo em sua garganta, era o fim. Havia perdido o meu menino naquela noite. Fiz menção em dizer algo, estendendo ambas as mãos em sua direção, recebi apenas um balançar de cabeça negativo. Ele enxugou as lágrimas, e disse as duas palavras que eu tanto temia ouvir: ''Seja feliz'', e assim virou-se de costas, indo até a porta, com sua mochila arrastada pelo chão. Eu poderia ter corrido até ele, chorado, pedido pra ficar, me desculpado, mas... Eu não fiz. Isso deve ter sido o pior para aquele homem. Ele não olhou pra trás, não mais chorou. Reuniu o pouco de orgulho que ainda restava e entrou em seu carro, em direção ao horizonte, desaparecendo por entre a neblina.
Eu? O que dizer sobre mim? Ele tinha razão, agora... Agora eu não tenho mais coração. Não tenho vida. Vegeto em casa, no trabalho, onde seja. Ele levou consigo toda minha energia, todo meu ânimo, minha felicidade. ''Seja feliz'', que hipocrisia, como eu seria feliz depois disso? E não fui não serei até o dia que minha felicidade voltar, trazendo com ela o meu amor.
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
(...)Colocamos as malas no quarto do hotel, e descemos para caminhar até o local da conferência. Chegamos cedo, e nos sentamos num café. – Quero te dar uma coisa – disse ele, me entregando um pequeno saco vermelho. Abri na mesma hora. Dentro, uma medalha velha e enferrujada com Nossa Senhora das Graças de um lado, e o Sagrado Coração de Jesus do outro. – Era sua – disse ele, ao ver minha cara de surpresa. Meu coração começou de novo a dar sinais de alarme. – Um dia, era um outono como este agora, e nós devíamos ter dez anos, sentei com você na praça onde tem o grande carvalho. “Eu ia dizer algo, algo que ensaiara durante semanas a fio. Assim que comecei, você me disse que havia perdido sua medalha na ermida de são Satúrio, e me pediu para ir procurá-la.” Eu me lembrava. Ah, Deus, eu me lembrava. – Consegui encontrá-la. Mas, quando voltei para a praça, já não tinha mais coragem de dizer o que havia ensaiado – continuou. “Então prometi a mim mesmo que só tornaria a lhe entregar a medalha quando pudesse completar a frase que comecei a dizer naquele dia, há quase vinte anos. Durante muito tempo tentei esquecer, mas a frase continuou presente. Não posso viver mais com ela.” Ele parou o café, acendeu um cigarro, e ficou um longo tempo olhando o teto. Depois virou-se para mim. – A frase é muito simples – disse. “Eu te amo.” (...)
- Baby… - Don’t call me baby… - You know I need you in my life daily. - You know you played me -I was a player but now your love changed me. - Dead wrong… - I’m going crazy - I’m gone - Never thought losing you would be so hard
It’s your turn to cry baby cry. Cause every tear that flows falls into the ocean and rises to the sky and then the rain will come right before the sun shines.
Em seguida, fez mais do que apenas mover os lábios para enunciar a palavra.
– Rudy?
Ele estava deitado com seus cabelos amarelos e os olhos fechados, e a menina que roubava livros correu em sua direção e desabou. Deixou cair o livro preto.
– Rudy, acorde – soluçou. Agarrou-o pela camisa e lhe deu a mais leve sacudidela incrédula. – Acorde, Rudy – e já então, enquanto o céu continuava a esquentar e a despejar uma chuva de cinzas, Liesel agarrava o peito da camisa de Rudy Steiner. – Rudy, por favor – e as lágrimas se engalfinhavam com seu rosto. – Rudy, por favor, acorde, que diabo, acorde, eu amo você. Ande, Rudy, vamos, Jessé Owens, não sabe que eu amo você? Acorde, acorde, acorde…
Mas nada se importou.
Os destroços apenas subiram, mais altos. Montanhas de concreto com tampas de vermelho. E uma linda menina, pisoteada pelas lágrimas, sacudindo os mortos.
– Vamos Jessé Owens…
Mas o menino não acordou.
Incrédula, Liesel afundou a cabeça no peito de Rudy. Segurou seu corpo amolecido, tentando impedir que pendesse para trás, até que precisou devolvê-lo ao chão massacrado. E o fez com delicadeza.
Devagar. Devagar.
– Meu Deus, Rudy…
Inclinou-se, olhou para seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de ternos do anarquista. Liesel beijou-o demoradamente, suavemente, e, quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedos. Suas mãos estavam trêmulas, seus lábios eram carnudos, e elas se inclinou mais uma vez, agora perdendo o controle e fazendo um erro de cálculo. Os dentes dos dois se chocaram no mundo demolido da Rua Himmel".
Não vou dizer que preciso de você, porque infelizmente, não posso precisar. Não vou dizer que gosto de você, porque você não merece meu amor. Não vou dizer que não sofri, porque ao contrário de você, não tenho medo de ser feliz. Não vou dizer que o mundo é cruel, porque eu tenho certeza que para você ele será pior. Não vou dizer que achei normal, porque para mim sinceridade é fundamental. Não vou dizer que não chorei, embora você não mereça. Não vou dizer que sinto saudade, sentir saudade do que nunca foi meu, de fato, seria patético. Não vou dizer que te odeio, mas com você minha consideração não existe mais. Não vou dizer que não estou triste, mas a decepção é ainda maior. Não vou dizer que é fácil escrever isso, mas te esquecer é mais difícil. Não vou dizer mais nada, quem não merece minha consideração nunca merecerá meus sentimentos e tampouco minhas palavras.
A ponta dos seus dedos pela minha pele, as palmeiras balançando ao vento. Imagens Você me cantava músicas de ninar espanholas a mais doce tristeza em seus olhos. Truque inteligente. Eu nunca quero te ver infeliz, pensava que você quisesse o mesmo pra mim. Andamos juntos em uma rua cheia de gente. Você pegou minha mão e dançou comigo. Imagens. E quando você se foi, beijou meus lábios e disse que nunca, nunca esqueceria essas imagens, não. Eu nunca quero te ver infeliz, pensava que você quisesse o mesmo pra mim. Adeus, meu quase amante. Adeus, meu sonho sem esperança, estou tentando não pensar em você, não pode apenas me deixar? Adeus, meu romance sem sorte, virei minhas costas pra você. Eu devia ter sabido que você me traria dor. Quase amantes sempre trazem.
Eu não posso ir ao oceano, eu não posso dirigir pelas ruas à noite, eu não posso acordar pela manhã, sem você na minha mente. Então você se foi e eu estou assombrada e aposto que você está bem. Eu facilitei pra você entrar e sair assim da minha vida?
''Sorte de hoje: Uma promessa feita é uma dívida não paga''
Orkut é um velho sábio, atualmente ele vem com as palavras apropriadas para a situação qual vivemos e nem adianta negar, ele anda sendo sincero, deve estar investigando nossas vidas, para ao menos nos ajudar em algum canto.
Aprendi algo muito importante nos últimos dias e é que, sua palavra de nada vale compara a palavra dos outros. (De novo, Sinner? Sempre os outros? Pois é...) Não importa o quão convincente você seja, não importa quão sincero, verdadeiro, emotivo você possa ser, sempre levarão em conta o que dizem de ti, do que o que você mesmo diz. É aquela típica fofoca. Você fala 'Não', mas umas três, talvez duas pessoas dizem 'Sim', pronto, considere esta uma batalha perdida. Não tenho dedos pra contar quantas vidas foram distruidas por esse tipo de coisa (Inclusive a minha), por isso atenho-me a fofocas, uso-as apenas para o mal, nunca queira ver meu lado mau, mas falo disso em outro post.
O que eu quero dizer é... Deixem de ser fofoqueiros, estragam a vida alheia e um dia (Leia ''Ódio'') a sua vez vai chegar e você não vai gostar, eu tenho certeza. Pimenta no cu dos outros é muito gostoso, mas quando é no seu, aposto que grita e não de um jeito bom. Se não sabe das coisas, cala a sua boca, é o melhor que você faz. Nem quando tiver certeza, existe algo chamado bom senso e a muitos de vocês ele manda lembranças e diz estar com saudades, porque a cara de pau ai ta foda. Eu sei que o que venho escrevendo aqui soa realmente como um desabafo ou porras do tipo e realmente é, perdi a paciência com muita coisa e é até melhor que venham a ler e pra ser bem sincero, parem de falar da minha vida. Ninguém ganha nada com isso mesmo, já sou fodido o suficiente.
Eu acabo de perceber (eu sei faz tempo, mas só agora assumo) que eu tenho inveja da felicidade dos outros. Talvez eu não seja tão feliz e isso me deixe frustrado ao ponto de sentir raiva quando vejo alguém tão bem, particularmente as pessoas que conheço. É estranho saber que sua vida não é tão boa quanto a do seu vizinho, ainda mais se esse seu vizinho é seu ex namorado ou afins, da a impressão de que você não é bom o suficiente e nunca consegue fazer quem se gosta bem, ou... Que seu romance nunca está tão bom quanto o do outro.
Eu penso bastante nisso, pode ser só coisa da minha cabeça, mas não é como se eu pudesse evitar.
Isso é ruim? Às vezes eu penso que sou uma pessoa ruim por isso, mas às vezes não. É normal ter ciúmes de quem tanto já se gostou, é somente uma inútil vontade de voltar a um tempo que ao nosso ver foi tão bom, não é? Parece injusto visto a vida que temos hoje, porque temos um novo alguém. Mas sentir saudades não é o mesmo que abandonar tudo pra retomar algo, é somente... Não sei, querer o que já se foi, sem abandonar o novo. De qualquer forma, o novo vai se tornar velho e vamos querer esse também. Isso faz algum sentido? Pouco me importo, não preciso que entendam isso de verdade.
Por mais 'emo' que isso possa parecer, eu precisava e ainda preciso de alguém que realmente me entenda. Ao meu ver, amor não é só um sentimento que faz o coração acelerar e essas besteiras, é uma série de compromissos, entre eles a confiança e a compreensão algo realmente difícil de se encontrar hoje em dia. Cada um olhando pro seu rabo, vendo seu próprio bem, assim não se vai a lugar algum e eu quero tocar os céus como em tempo bem remotos era tão fácil de ir. Pois é, minha vida é sempre uma merda comparada ao resto.
Por isso eu amo meu melhor amigo, a vida dele sempre está uma merda junto da minha. Tsc
Primeiro de tudo, controle-se. Aprendi que indiferença é o pior castigo que você pode dar a uma pessoa. Que não há nada mais doce do que ver quem mais se odeia cair nas armadilhas do destino e se foder sem que você tenha levantado apenas um dedo e mesmo assim rir como se tudo aquilo fosse uma ajuda divina. Aprendi a sorrir apenas para mostrar superioridade, que nunca se deve retribuir algo na mesma moeda, seria apenas estar se igualando a ralé, como dizem por ai. Odio é um sentimento horrível, mas confesso que pra mim, é o mais gostoso. Mais que o amor, ou não, quase tão bom quanto sexo, talvez sim.
Nunca se rebaixe perante ao seu 'inimigo', ele vai fazer o que for pra te provocar e te tirar do sério, caso isso aconteça, você sempre será o errado da história. Filho da puta sempre quer se fazer de vítima, então, entre na brincadeira também, uma hora quem se revolta é ele, e ai terá algo a seu favor. Adaptando um velho ditado... A raiva é inimiga da perfeição. Como diz uma música ''Eu nunca te desejaria coisas ruins, mas eu não te desejo nada bom". Se a carapuça servir, vista-a e abrace-a, porque esse texto é pra você mesmo, querido.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática:eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
O amor aparece nos lugares mais estranhos e no fim das contas, acaba se tornando tudo que você tem.
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Se o amor fosse bom, metade de vocês não teria chorado, não teria sentido vontade de partir. Se o amor fosse mesmo bom, nenhum de vocês teria mudado, nem traido a sí mesmos. E se o amor realmente fosse bom, garanto que eu não estaria solteiro até hoje.
Own
Oh...
Certa vez ele chorou em meus braços. Afirmou que nunca havia acontecido aquilo antes e eu disse: ''Pra tudo existe uma primeira vez''. O que é verdade. Nunca se ache forte o bastante, pois nunca aguentaria o peso do mundo sem desabar, mas nunca se ache fraco ao ponto de não tentar, a vida é feita a base de erros e acertos. Pior do que ter em mente uma memória fracassada é a eterna dúvida entre o sim e o não.