Fofoca!


''Sorte de hoje: Uma promessa feita é uma dívida não paga''

Orkut é um velho sábio, atualmente ele vem com as palavras apropriadas para a situação qual vivemos e nem adianta negar, ele anda sendo sincero, deve estar investigando nossas vidas, para ao menos nos ajudar em algum canto.

Aprendi algo muito importante nos últimos dias e é que, sua palavra de nada vale compara a palavra dos outros. (De novo, Sinner? Sempre os outros? Pois é...) Não importa o quão convincente você seja, não importa quão sincero, verdadeiro, emotivo você possa ser, sempre levarão em conta o que dizem de ti, do que o que você mesmo diz. É aquela típica fofoca. Você fala 'Não', mas umas três, talvez duas pessoas dizem 'Sim', pronto, considere esta uma batalha perdida. Não tenho dedos pra contar quantas vidas foram distruidas por esse tipo de coisa (Inclusive a minha), por isso atenho-me a fofocas, uso-as apenas para o mal, nunca queira ver meu lado mau, mas falo disso em outro post.

O que eu quero dizer é... Deixem de ser fofoqueiros, estragam a vida alheia e um dia (Leia ''Ódio'') a sua vez vai chegar e você não vai gostar, eu tenho certeza. Pimenta no cu dos outros é muito gostoso, mas quando é no seu, aposto que grita e não de um jeito bom. Se não sabe das coisas, cala a sua boca, é o melhor que você faz. Nem quando tiver certeza, existe algo chamado bom senso e a muitos de vocês ele manda lembranças e diz estar com saudades, porque a cara de pau ai ta foda. Eu sei que o que venho escrevendo aqui soa realmente como um desabafo ou porras do tipo e realmente é, perdi a paciência com muita coisa e é até melhor que venham a ler e pra ser bem sincero, parem de falar da minha vida. Ninguém ganha nada com isso mesmo, já sou fodido o suficiente.

See ya. xx

Inveja.


Eu acabo de perceber (eu sei faz tempo, mas só agora assumo) que eu tenho inveja da felicidade dos outros. Talvez eu não seja tão feliz e isso me deixe frustrado ao ponto de sentir raiva quando vejo alguém tão bem, particularmente as pessoas que conheço. É estranho saber que sua vida não é tão boa quanto a do seu vizinho, ainda mais se esse seu vizinho é seu ex namorado ou afins, da a impressão de que você não é bom o suficiente e nunca consegue fazer quem se gosta bem, ou... Que seu romance nunca está tão bom quanto o do outro.

Eu penso bastante nisso, pode ser só coisa da minha cabeça, mas não é como se eu pudesse evitar.

Isso é ruim? Às vezes eu penso que sou uma pessoa ruim por isso, mas às vezes não. É normal ter ciúmes de quem tanto já se gostou, é somente uma inútil vontade de voltar a um tempo que ao nosso ver foi tão bom, não é? Parece injusto visto a vida que temos hoje, porque temos um novo alguém. Mas sentir saudades não é o mesmo que abandonar tudo pra retomar algo, é somente... Não sei, querer o que já se foi, sem abandonar o novo. De qualquer forma, o novo vai se tornar velho e vamos querer esse também. Isso faz algum sentido? Pouco me importo, não preciso que entendam isso de verdade.

Por mais 'emo' que isso possa parecer, eu precisava e ainda preciso de alguém que realmente me entenda. Ao meu ver, amor não é só um sentimento que faz o coração acelerar e essas besteiras, é uma série de compromissos, entre eles a confiança e a compreensão algo realmente difícil de se encontrar hoje em dia. Cada um olhando pro seu rabo, vendo seu próprio bem, assim não se vai a lugar algum e eu quero tocar os céus como em tempo bem remotos era tão fácil de ir. Pois é, minha vida é sempre uma merda comparada ao resto.

Por isso eu amo meu melhor amigo, a vida dele sempre está uma merda junto da minha. Tsc

Lição N°1: Ódio.


Primeiro de tudo, controle-se. Aprendi que indiferença é o pior castigo que você pode dar a uma pessoa. Que não há nada mais doce do que ver quem mais se odeia cair nas armadilhas do destino e se foder sem que você tenha levantado apenas um dedo e mesmo assim rir como se tudo aquilo fosse uma ajuda divina. Aprendi a sorrir apenas para mostrar superioridade, que nunca se deve retribuir algo na mesma moeda, seria apenas estar se igualando a ralé, como dizem por ai. Odio é um sentimento horrível, mas confesso que pra mim, é o mais gostoso. Mais que o amor, ou não, quase tão bom quanto sexo, talvez sim.

Nunca se rebaixe perante ao seu 'inimigo', ele vai fazer o que for pra te provocar e te tirar do sério, caso isso aconteça, você sempre será o errado da história. Filho da puta sempre quer se fazer de vítima, então, entre na brincadeira também, uma hora quem se revolta é ele, e ai terá algo a seu favor. Adaptando um velho ditado... A raiva é inimiga da perfeição. Como diz uma música ''Eu nunca te desejaria coisas ruins, mas eu não te desejo nada bom". Se a carapuça servir, vista-a e abrace-a, porque esse texto é pra você mesmo, querido.

xx

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

O amor aparece nos lugares mais estranhos e no fim das contas, acaba se tornando tudo que você tem.

Dor.


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.